Clô, pra sempre
Eduardo Martini é aclamado por crítica e público em monólogo biográfico sobre o estilista e apresentador Clodovil Hernandes (1937–2009). A interpretação rendeu a Martini o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator. O texto é assinado por Raphael Gama e a direção é de Viviane Alfano. A temporada, que se encerraria em 19 de agosto, foi estendida até o dia 29 de setembro, sempre às quartas-feiras, às 20h, no Teatro das Artes.
No palco, Martini retrata uma figura complexa e controversa sem cair na caricatura ou no julgamento moral, revelando ao público o humor ácido e brilhante do estilista. “Eu fiz um espetáculo contando a vida do Clodovil sem criticar e sem defender”, explica o ator. Ele complementa que o texto joga luz sobre as feridas reais do estilista, incluindo a rejeição na infância e os abusos sofridos, sem buscar uma redenção artificial. “Clodovil era tão amado quanto odiado pelas pessoas, não tinha meio-termo. Não fugimos disso”, declarou Martini ao jornal Estadão.
No monólogo, Clodovil expõe pensamentos e episódios marcantes de sua trajetória, revelando as origens de suas inspirações criativas e revisitando mais de 40 anos de vida pública. Moda, televisão, amizades, família, seu único amor e a experiência como deputado federal se entrelaçam ao relato íntimo de uma infância e adolescência difíceis, marcadas pela solidão.
Serviço
Clô, pra sempre
Teatro das Artes – Shopping Eldorado, Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo
Até 29 de setembro, quartas-feiras, às 20h
Ingressos aqui
Ficha técnica
Dramaturgia: Raphael Gama
Direção: Viviane Alfano
Elenco: Eduardo Martini