“Baby Rei” estreia no Teatro Ziembinski
Após a morte da mãe, dois irmãos precisam deixar a casa em ruínas onde passaram a vida inteira. Tomado por cupins, o imóvel guarda as memórias de uma família que já não existe e os sonhos de dois personagens incapazes de abandonar o passado. Esse é o ponto de partida de “Baby Rei”, que transforma a decadência em linguagem cênica, combinando humor, absurdo e patetismo para falar sobre fracasso.
Ela passou a vida cuidando da mãe e vivendo à sombra do irmão, sem construir uma vida própria. Ele, ex-menino-prodígio e cover mirim de Roberto Carlos, conhecido como Baby Rei, vive recluso no porão, preso à promessa de um sucesso que nunca chegou. Recebe ainda a visita de um fantasma, presença que materializa aquilo que poderia ter sido.
Com dramaturgia de Guilherme Prates e Sofia Badim e direção de Sofia Badim, a peça investiga o fracasso não como um fim, mas como um estado de permanência, com a casa se deteriorando diante do público. A música atravessa o espetáculo como um cabaré do fracasso: canções interrompidas, playbacks e ruídos subterrâneos.
Serviço
“Baby Rei”
Temporada: 8 a 30 de setembro
Terças e quartas, às 20h
Teatro Ziembinski, Avenida Heitor Beltrão, s/n, Tijuca, Rio de Janeiro
Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia-entrada). Classificação: 14 anos
Ficha técnica
Direção: Sofia Badim
Dramaturgia: Guilherme Prates e Sofia Badim
Elenco: Arthur Braganthi, Guilherme Prates e Cacá Ottoni