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Paquiderme reestreia “O Rinoceronte” no Teatro Arena

Por Divulgação · 03 SET 2026

A Cia. Paquiderme resgata o clássico do teatro do absurdo O Rinoceronte, de Eugène Ionesco, para refletir sobre o vazio da polarização, das bolhas digitais e do conformismo. Escrita em 1959, a peça usa a metáfora de pessoas se transformando em rinocerontes para criticar a histeria coletiva e a adesão cega a discursos de massa. A reestreia acontece no dia 5 de setembro, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.

Sem recorrer a representações naturalistas dos animais, o diretor Marcelo Lazzaratto constrói a transformação coletiva pelo espaço e pela linguagem: cenário e figurino inteiramente em preto e branco, eliminando a profundidade do palco, com paisagem sonora de frequências graves e ruídos urbanos. “A ameaça não está no aparecimento dos rinocerontes, mas na velocidade com que uma sociedade inteira passa a aceitá-los”, afirma Lazzaratto.

Na montagem, Bérenger — interpretada por uma atriz — é a última pessoa a resistir enquanto a população cede ao conformismo de manada. A pergunta que sustenta a peça segue radicalmente contemporânea: o que estamos dispostos a preservar de nossa humanidade quando a unanimidade se torna a regra?

Serviço

O Rinoceronte
Teatro de Arena Eugênio Kusnet — Rua Teodoro Baima, 94, Vila Buarque, São Paulo
5 a 27 de setembro — sábados às 20h e domingos às 19h
Classificação: 12 anos
Ingressos: Sympla

Ficha técnica

Texto: Eugène Ionesco — Tradução: Luís de Lima
Direção: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Alexandre Romanelli, Antonia Pinheiro, Carol Schmid, Carol Soares, Catarina Savietto, Fernanda Costa, Jorge Pitta e Roberta McDonald

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