Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria
Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria parte de uma pergunta: até onde as realidades vividas pelas brasileiras e pelas mulheres árabes se distanciam? O monólogo, com Carolina Chalita em cena e na dramaturgia, ao lado de Miwa Yanagizawa, que também dirige, é a primeira adaptação para o teatro do livro homônimo da escritora libanesa Joumana Haddad. Depois de uma turnê por cidades fluminenses, chega ao Centro Cultural do Poder Judiciário, no Centro do Rio, para quatro sessões gratuitas.
Em cena, Carolina narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista pelo próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. A crítica se volta para a Sherazade de “As mil e uma noites”, exaltada em todo o mundo como símbolo de insubmissão feminina. Para Joumana Haddad, ela não rompe com o sexismo: o perpetua, por trás de histórias que maquiam a transformação de um sultão que matava mulheres.
“Desenvolvemos uma dramaturgia que oferece a possibilidade de investigar as fronteiras entre os olhares árabe e ocidental sobre as mulheres”, conta Carolina, que tem ascendência libanesa. Ela assistiu, em 2013, a uma leitura dramatizada de uma adaptação do livro feita por Clarisse Niskier e, um ano depois, com a liberação de Clarisse, procurou a própria Joumana. A direção musical é de Beto Lemos, com música ao vivo de Maria Clara Valle.
Com 20 anos de carreira, Carolina começou no teatro aos oito anos e integrou por dez anos a Cia Teatro Esplendor, dirigida por Bruce Gomlevsky. É indicada ao Prêmio APTR por este trabalho.

Serviço
Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ)
Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro
6, 7, 13 e 14 de outubro, terças e quartas, às 18h
60 minutos · 14 anos
Entrada gratuita, 50 lugares
Ingressos no Sympla do CCPJ
Ficha técnica
Dramaturgia: Carol Chalita e Miwa Yanagizawa
Direção: Miwa Yanagizawa
Elenco: Carol Chalita (música ao vivo: Maria Clara Valle)