O Marinheiro
Antes mesmo de criar seus heterônimos, Fernando Pessoa já investigava, em “O Marinheiro”, temas que atravessariam toda a sua obra: a fragmentação do eu, o desassossego, a solidão, a memória, o sonho e a busca por sentido diante da existência. Escrita em 1913, é considerada uma das obras inaugurais do modernismo em Portugal. Após temporada de sucesso, o espetáculo volta aos palcos até 21 de agosto, no Teatro ºAndar, em São Paulo, com direção de Elias Andreato.
Em cena, três mulheres velam o corpo de uma jovem durante a madrugada. À medida que a noite avança, o diálogo entre elas abandona a lógica cotidiana e se transforma em um mergulho poético por angústias, desejos, lembranças, medos e invenções. A encenação aposta numa cenografia composta por mais de 12 mil metros de corda, projeções e um desenho de luz e sombra, construindo uma paisagem visual hipnótica e sensorial.
“O poeta da minha juventude retorna agora, revisitado na maturidade. Em O Marinheiro, Fernando Pessoa nos conduz por uma investigação profunda sobre a existência humana; o sonho vivido e o sonho inventado se confundem”, afirma Elias Andreato.
Serviço
O Marinheiro
ºAndar, Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88, Santa Cecília, São Paulo
Temporada: até 21 de agosto, quintas e sextas, às 20h
Ingressos: R$ 30 a R$ 60 – Comprar aqui
Duração: 50 min | Classificação: 12 anos
Ficha técnica
Dramaturgia: Fernando Pessoa
Direção: Elias Andreato
Elenco: Cristina Mutarelli, Michele Matalon e Muriel Matalon