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Sociedade Arminda

Por Marcelo Fava · 13 MAI 2026
Sociedade Arminda

Cinema na FAAP, filosofia na USP, doutorado sobre Bertolt Brecht. Com um currículo que transita entre imagem e pensamento, fica fácil entender de onde vem o teatro que José Fernando Peixoto de Azevedo faz.

A Sociedade Arminda nasceu em 2023 e não é uma companhia no sentido tradicional. É uma plataforma de encontros. José Fernando, Rodrigo Scarpelli e Thainá Muniz reuniram artistas interdisciplinares em torno de uma pesquisa sobre o que o Brasil ainda não resolveu.

A parceria com o Teatroiquè não foi acidente. Ricardo Grandi, cineasta e idealizador do espaço, transformou um estúdio audiovisual em arena imersiva sem palco elevado. Você está dentro, não na frente. Quem veio do audiovisual encontrou um diretor que nunca largou a câmera. A pesquisa e o lugar se escolheram.

A câmera não é recurso, é linguagem. Quem filma também atua, quem atua também filma. A imagem e o corpo existem juntos em cena, sem edição, sem corte. Ao lado, a banda: a música ao vivo não ilustra, ela pulsa junto com a cena. Técnico e artístico. Teatro, cinema e música no mesmo lugar, onde sempre foram.

Antes de qualquer entrada formal, a rua já começa. O incômodo é projeto e sai com você quando a luz apaga.

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